O teatro surgiu na minha vida um pouco por acaso, por intermédio do meu rapaz, que por ter muito jeito para as artes performativas, decidiu entrar para uma companhia de teatro amador. Algum tempo mais tarde, e porque estavam a precisar de um actor para um papel masculino, ele tentou convencer-me a preencher esse lugar.
Inicialmente achei a ideia absurda. Não me estava a ver em cima de um palco, a representar para um público, para pessoas desconhecidas. Achava que tinha todas as características que um actor não deve possuir: Tímido , introvertido, envergonhado, um tom de voz baixo...
Mesmo assim, a pressão foi tal, que decidi experimentar, não com o objectivo de me tornar num actor, mas sim numa tentativa de evoluir como pessoa, numa tentativa de combater a minha timidez, a minha introversão. Assim encarei o teatro quase como um processo evolutivo, de auto-desenvolvimento , um desafio e aceitei a proposta.
Ainda bem que aceitei. Actualmente penso que o teatro foi uma das experiencias mais enriquecedoras que já tive...
Tive a sorte de encontrar um grupo fantástico. Conheci pessoas incríveis e aprendi muito com elas... não só técnicas relacionadas com representação, muito mais que isso...uma verdadeira lição de vida! Juntos já partilhamos momentos verdadeiramente marcantes!
Consegui também alcançar o meu objectivo inicial. Actualmente sou muito menos introvertido , mais descontraído e mais alegre até. Não que não o fosse anteriormente, mas poucas vezes me permitia demonstrá-lo. Confesso que esta mudança não foi fácil . Recordo os meus primeiros tempos com a companhia, em que tremia por dentro só de pensar que o encenador me poderia pedir que criasse qualquer coisa em frente a toda a companhia. Os exercícios de expressão corporal eram um verdadeiro pesadelo. Exprimir-me com o meu corpo através do movimento, da dança, demonstrar os meus sentimentos de uma forma tão física sempre foi uma coisa que nunca me deixou à vontade. Obrigado P., conseguiste o impossível ...
Já fui um guerreiro apaixonado, movido pela força do Minotauro, no "Sonho de uma noite de verão", um Judeu avarento, em busca da salvação, no "Auto da barca do inferno" e brevemente serei um Major que não o é verdadeiramente em "A Ratoeira"...
Actualmente, a trabalhar o meu terceiro papel, a criar a minha terceira personagem, sinto que jamais abandonarei o teatro. O gozo de construir alguém partindo de um simples texto, com o seu jeito próprio, com a sua postura, tiques, forma de estar e de sentir é um desafio ao qual é impossível virar as costas. Encontrar coisas para uma personagem, experimentar coisas novas, sentimentos novos e dar-lhe o nosso cunho pessoal é um processo mágico. Aquela sensação de entrar em cena e de me deixar ir, de encarnar a personagem e deixar fluir tudo que temos cá dentro, todos os sentimentos e emoções, está a tornar-se viciante...
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